Calvário Reflexões: Reflexões teologicas e filosóficas sobre a vida

" O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno".

William Shakespeare


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A possibilidade de parecer ser sem de fato ser [Parte II]



Um dos mágicos mais conhecidos pelas pessoas e mais odiados pelos seus companheiros é chamado de Mr. M, o “mágico dos mágicos”. Sua fama se deu por conta de aparições em programas de TV com o objetivo de revelar os truques por detrás das mágicas mais impressionantes. Havia truques que me pareciam sobrenaturalidade de tão fascinantes que eram, mas quando desvendados pelo mágico perderam sua impressionabilidade.  Era a demonstração explicita de que nem  tudo que parece é. Era a evidência de que aquilo que aparentava extraordinário não passava de um truque bem elaborado. Tal era a sutileza e a capciosidade dos números que deixavam os espectadores e os telespectadores boquiabertos.
Essa impressão de grandeza e sobrenaturalidade também se vêem no âmbito cristão quando os falsos profetas atuam. Tudo parecem mistério e atividade divina, mas por meio de uma boa observada  se consegue enxergar a elaboração de um truque bem sutil. O propósito principal desses mágicos evangélicos  é a lucratividade em detrimento do bem-estar das pessoas que são tão crédulas.
Em sua primeira epístola João alerta aos cristãos a não darem crédito a todo aquele que fala ou faz coisas em nome de Deus. Ele afirma: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, porém, avaliai com cuidado se os espíritos procedem de Deus, porquanto muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (1João 4.1).  Tal texto faz-nos pensar que todos devem ser pesados, medidos, avaliados por um padrão absoluto para que se prove sua autenticidade.
Há uma idéia de que não se deve julgar ninguém, portanto não se pode afirmar quem é quem. Usam até mesmo texto bíblico: “não julgueis para que não sejam julgados”. Essa idéia distorcida de que não se pode, por um critério, julgar a autenticidade de alguém é antibiblica. O texto bíblico afirma literalmente que: “não julgueis para que não sejam julgados”, mas não no sentido de que se deve tolerar tudo e todos sem questionamentos nem discernimento do que é correto ou errado. Em outra ocasião explicarei o sentido real desse texto. Mas, se percebe nitidamente que se o interpretar dessa forma distorcida ele se chocará com outros textos tais quais o de João. João nos diz que devemos “avaliar com cuidado”.  E avaliação implica em investigação, perscrutamento, julgamento, discriminação entre o que está correto ou não. Como se discernir entre o falso profeta e o verdadeiro profeta? Avaliando-os. Como ocorre tal julgamento ou avaliação? Tendo como pressuposto um padrão firme e absoluto. Esse padrão firme e absoluto é a palavra de Deus revelada.
Da mesma forma que uma empresa para ser qualificada e receber o selo dessa qualificação precisa ser auditorada e aprovada, os cristãos precisam passar pelo padrão das escrituras para se encaixar no perfil de autenticidade. Os auditores de empresas usam uma norma universal para determinar a qualificação de produtos, escolas, marcas etc. A bíblia é o meio pelo qual a autenticidade e legitimidade dos que se dizem líderes cristãos são atestados. O critério essencial e principal para se provar a autenticidade do verdadeiro cristão e para discernir se o que ele diz ou faz vem de outro lugar são as Escrituras. E ela nos dá alguns princípios pelos quais podemos discernir se alguém é falso ou verdadeiro; se alguém é “ouro de tolo” ou ouro puro.
Tal qual um bom ourives através desses princípios muniremos nossa mente acerca daquilo que pode detectar um falso profeta ou um falso cristão. O propósito desses textos é esclarecer que nem tudo que é dito e feito em nome de Deus vem, de fato, de Deus; e, sob a ótica das Escrituras, precisam ser avaliados para que não se caia no mesmo erro deles. 
CONTINUAÇÃO...       


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