Introdução
Paulo escreve a carta aos filipenses depois de ter recebido uma oferta enviada pela igreja através de Epafrodito – um dos líderes da Igreja em Filipos – com o fim de suprir suas carências enquanto estava detido em uma das celas especiais em Roma.
Em primeira instância sua intenção era demonstrar sua gratidão pela disposição dos crentes que seus amigos e ele haviam gerado (At. 16.6-33) sob orientação do Espírito e intermédio da palavra sagrada. Mas, dá para perceber que juntamente com a gratidão ele, baseado nas notícias que Epafrodito leva, concede orientações aos cristãos de Filipos com o fim de consertar algumas irregularidades.
Algumas pessoas estavam amedrontadas por causa da perseguição e das “más” notícias que ouviram acerca de Paulo; havia uma possibilidade clara de inserção incisiva de doutrinas distorcidas por meio dos cristãos judaizantes; e, finalmente, havia um atrito entre duas senhoras que estava minando o Bem-Estar da Igreja e que poderia causar uma divisão maior. Paulo escreve a sua carta aos filipenses tanto para agradecer pela generosidade e liberalidade dos cristãos cooperadores como também para orientá-los acerca da vida relacional cotidiana.
O que não se pode negar é que os cristãos filipenses eram cooperadores no evangelho. O termo cooperação – Koinonia – significa literalmente “participar juntamente com alguém”. E, de fato, eles estavam juntos com Paulo em sua labuta missionária ainda que eles estivessem na Macedônia e Paulo em Roma.
A carta vai nos mostrar que eles suplicavam pela vida do Apóstolo (1.19); eles obedeciam às suas ordenanças (2.12); eles eram firmes no Senhor (4.1); eles eram cuidadosos com Paulo (4.10); eles contribuíram financeiramente diversas vezes para o ministério de Paulo (4.16-18). Eles estavam juntos com Paulo ainda que distantes.
Transição:
Cristãos cooperadores no evangelho! Esse é o lema! Cristãos que participam ativamente do crescimento do reino e do evangelho. Cristãos que tem em seu coração o desejo de ver o reino prosperar e pessoas sendo alcançadas pelo evangelho da salvação. Cristãos que colaboram, se doam, doam, participam ativamente geram frutos maravilhosos. Cristãos que cooperam são instrumentos pelos quais há diversas conseqüências positivas. O objetivo desse texto é mostrar alguns dos resultados – naturais e sobrenaturais ao mesmo tempo - obtidos pela cooperação dos cristãos filipenses.
1. A cooperação dos filipenses resultou em um aprofundamento dos sentimentos de Paulo
Paulo lembrava constantemente dos cristãos filipenses assim como dos outros cristãos os quais ele “gerou no Senhor”. Mas, há uma demonstração da profundidade dos sentimentos de Paulo na carta aos filipenses que não se vê em outras, tanto que ela é considerada a mais pessoal do apóstolo. Essa profundidade é resultado da cooperação resoluta e constante dos filipenses em prol do reino através do ministério de Paulo.
Ele agonizava literalmente pelos filipenses a cada oração que fazia a Deus quando se recordava deles; Ele alegremente agradecia a Deus pela vida daqueles cristãos (v.3,4); ele considera a sua afetividade em relação aos filipenses nascida das entranhas de Cristo e que resultava em saudades constantes (v. 8). Os sentimentos de Paulo foram aguçados pela lembrança daqueles filipenses que cresceram sob sua tutela e demonstram na prática o amor, mesmo estando afastado por tanto tempo de Filipos.
2. A cooperação dos filipenses resultou em uma ampliação da perspectiva de Paulo
A perspectiva de Paulo acerca dos cristãos filipenses, por conta da cooperação perseverante, foi ampliada a ponto de afirmar que Deus estava operando na e através da vida deles. Paulo os via como partícipes da graça juntamente com ele (v.7); Como instrumentos da soberana mão de Deus (v.6); como cristãos amadurecidos e crescidos que não podiam se estagnar (v.9).
A vida dos filipenses evidenciava seu amadurecimento. É lógico que precisavam crescer mais; mas, até ali, testemunhavam através de seu cuidado e disposição pelo ministério de Paulo a importância do evangelho. Paulo os via com alegria e com a convicção de que eles eram frutos da operação divina. Ou seja, a cooperação dos filipenses fazia com que Paulo tivesse mais gana para cumprir o seu chamado, pois tinha certeza de que Deus controlava tudo. Os filipenses eram a prova viva de tal fato. A visão de Paulo acerca dos cristãos filipenses foi ampliada.
3. A cooperação dos filipenses resultou em uma ampliação das expectativas de Paulo
Além de ter seus sentimentos aprofundados e sua perspectiva ampliada as suas expectativas acerca dos filipenses forma remodeladas. Ele desejava àqueles cristãos uma constância em seu desenvolvimento. Ele queria que eles buscassem crescer e amadurecer cada vez mais. Que não estagnassem. Que não se acomodassem.
Ele desejava para aqueles cristãos uma ampliação do conhecimento e do amor obediente que resultaria em uma moralidade aguçada, uma motivação sincera e uma perspectiva correta. Ele queria que eles não desejassem nada além da excelência.
Conclusão:
O motivo da gratidão e da alegria de Paulo era que a cooperação dos filipenses redundava em glória para Deus, crescimento do reino e evidência da ação poderosa da trindade na vida da igreja até que Cristo apareça em glória no seu dia. Precisamos ser como os filipenses! É urgente que sejamos seus semelhantes no que diz respeito à cooperação no evangelho! Que estejamos juntos ainda que distantes.
Pr. Josguimar Amaral

Forte vaso
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